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TOLERÂNCIA ZERO COM A CORRUPÇÃO E O IMPACTO NA SELEÇÃO DE EXECUTIVOS


Maria Fernanda Pires de Carvalho Pereira


Recentemente, saiu publicado no Portal G1 que o número de CEOs afastados por desvios éticos cresceu 36% em cinco anos, tendo o grupo dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) registrado o maior número de trocas. Em tempos de operações e Lei Anticorrupção no Brasil, ficamos a pensar nesse aumento da troca dos principais executivos das empresas brasileiras.


Em parte, a pesquisa responde a primeira ideia a ser levantada, qual seja, a troca advém do reforço mundial das práticas de governança. Isto é, uma menor tolerância com as conhecidas práticas de corrupção e priorização de mercados onde os riscos sejam menores.

Isso afeta de forma direta o Brasil, dado o estágio embrionário de combate à corrupção e a acentuada ameaça do país no que se refere a essa e outras questões, tais como os riscos político e econômico.

 

Além disso, é preciso repensar os critérios de seleção dos principais executivos das grandes empresas brasileiras. Vale dizer: é preciso que as práticas das empresas estejam efetivamente ancoradas nos programas de integridade adotados. Assim como as contratações dos principais executivos estejam afinadas com as políticas traçadas nos Códigos de Conduta.


Muitas vezes, o Código de Conduta das organizações é um, mas a prática esperada dos CEOs é outra. De igual modo, é preciso que a organização não estabeleça metas inatingíveis para seus executivos, pressionando-os além do possível para alcançarem resultados impossíveis.


Em conclusão, a atuação dos CEOs brasileiros deve se dar da melhor forma possível, obviamente considerando um mercado altamente competitivo e árduo, mas sem se descuidar dos pilares éticos adotados pela instituição.

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